Regina Reis é Prata da Casa do HNSG

Publicado em 18 out 2016 por Bárbara Araújo

intranet-reginaRegina Maria do Nascimento Reis é a sexta personagem da série Pratas da Casa. Mas ela conta que, quando chegou ao HNSG, em 1983, ainda não havia ganhado o último sobrenome. “Aqui eu casei, aqui eu fui mãe. Esse hospital é parte da minha vida”, relembra.

Antes de ser contratada, em 1983, Regina conta que sentia pavor só de passar na porta do Hospital. Ela trabalhava como camareira, em um hotel da cidade há sete anos, mas queria outra oportunidade de carreira que lhe desse a oportunidade de estudar e melhorar de vida. Foi então que veio o convite. “Minha tia já trabalhava aqui há muitos anos e estava para se aposentar. Ela me disse que só não conseguia sair porque não havia ninguém para entrar em seu lugar. Ela insistiu e eu vim conversar com Dr. Rui Mecenas, que era diretor do Hospital na época. Ele desmentiu a história contada pela minha tia. Disse que o HNSG não estava contratando ninguém porque enfrentava uma séria crise financeira, mas que como havia gostado de mim, da forma humilde como eu vim pedir uma oportunidade, resolveu me contratar”, conta.

Regina foi admitida para trabalhar na Lavanderia. “Eu precisava trabalhar porque queria estudar, então me dediquei”. Com o apoio do hospital, fez vários cursos para se aprimorar na área. “Vendo meu esforço, a minha chefe da época, que estava indo para outro setor, decidiu apostar em mim e me colocar no lugar dela. Aquele voto de confiança foi muito importante para mim”.

Em 1991, Regina recebeu outra oportunidade. Quando já cursava a Faculdade de Letras, que infelizmente não conseguiu concluir, foi convidada pela colega Vânia Maria de Souza, hoje funcionária da GEP, para assumir a recepção do Raio X. “Eu devo muito a ela, porque ela me ensinou e acreditou que eu seria capaz de fazer esse trabalho quando nem eu acreditava que conseguiria. Eu chorava todos os dias, mas ela continuava insistindo, dizendo que eu era capaz”, confessa. O arquivo do Raio X precisava ser organizado e os procedimentos que, ainda hoje, são usados para isso, foram os que Vânia ensinou a Regina há mais de 25 anos. O aprendizado e reconhecimento pelo trabalho de Regina no setor foram tanto que, quando uma empresa terceirizada assumiu o Raio X e ela pensou que seria transferida para outro setor, o Sr. Alberto, que era dono da empresa que cuidava do setor, queria que ela fosse trabalhar para ele. “Mas o hospital não abriu mão e a saída foi ele me contratar pela empresa dele, para trabalhar nos meus dias de folga. E até hoje é assim, com a empresa dele funcionando em outro lugar. Quando eu não estou de serviço aqui, estou lá”.

Trinta e três anos depois, Regina afirma que considera o HNSG sua casa. “Quando eu tive meu filho, Luiz Otávio, eu tive depressão pós parto. A única coisa que me tirou dessa depressão foi voltar para o trabalho. Eu fique mal porque ia sair de licença. A minha cura foi o hospital”. O menino, que cresceu vendo a mãe se dedicar ao HNSG, sonhava em trabalhar aqui. “Um pedi a um dos diretores e ele deu ao meu filho a oportunidade de vir para cá, desde que passasse nos testes e demonstrasse ser capaz. Agora ele está aqui e eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que contribuíram para isso também”.

 

 

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