Prata da casa: Vânia trabalha há 40 anos no HNSG

Publicado em 28 ago 2016 por Bárbara Araújo

facebookA Assistente de Administração de Pessoas, Vânia Maria de Souza, será a terceira personagem da série Pratas da Casa. Admitida em 1º de maio de 1976, hoje Vânia tem mais de 40 anos de trabalho no HNSG.

Ela lembra do início de sua trajetória na Instituição, na época da inauguração do Pronto Socorro José da Rocha. “Fui contratada para trabalhar na portaria. Naquela época a gente fazia serviço de internação, portaria e PABX. Era tudo em um lugar só. A gente ficava dividindo, uma hora estava na portaria, outra hora estava na internação, outra hora estava no PABX, não tinha lugar fixo”.

Durante essess mais de 40 anos, Vânia relembra que já passou por alguns setores da Instituição “Eu fiquei na internação de 1976 a 1986, depois fui para o RX e fiquei 18 anos lá. Com algumas mudanças que tiveram no hospital naquela época, o RX foi terceirizado. Então eu fui para a medicina do trabalho, onde fiquei por um tempo, antes de vir para a GEP”. Mesmo dentro da GEP, onde já atua há quase 10 anos, Vânia pôde contribuir com a sua experiência em áreas diferentes, passando pela recepção do setor, pelo recrutamento e seleção, até chegar onde atua hoje: na administração de pessoas.

Ao relembrar fatos e situações que marcaram sua trajetória, Vânia nos conta de um acidente, que aconteceu na época da inauguração da UTI adulto. Cerca de 53 pessoas chegaram para serem atendidas no HNSG, fazendo com que toda equipe se mobilizasse em prol do atendimento àquelas vítimas. “Esse acidente lotou a UTI daqui e ainda mandamos pacientes para Belo Horizonte. Até as meninas da lavanderia desceram para o pronto socorro para ajudar, porque o acidente foi entre um ônibus e uma carreta de óleo diesel, então os pacientes estavam chegando muito sujos de óleo. A gente teve que limpar os pacientes para começar os atendimentos. Foi uma situação muito desgastante. Ficamos aqui o dia inteiro e a noite inteira, todo mundo trabalhando direto. Chamamos todos os médicos. Naquela época não tinha celular e chamamos eles por um BIP que a gente usava. Foi uma situação muito marcante mesmo.”

Emocionada, Vânia diz que trabalhar com vidas não é fácil, mas que por outro lado, é um aprendizado muito grande. “O hospital é a minha segunda casa. Tem hora que é difícil, mas eu acho que é um segmento da casa da gente. Às vezes a gente tem que abrir mão de uma coisa ou de outra, porque se a gente não fizer isso, não vai para lugar nenhum.”

Assim como seu crescimento pessoal, nesses 40 anos de dedicação Vânia acompanhou a evolução e crescimento do HNSG: “Quando eu vim trabalhar aqui, eu ainda era solteira. Então eu casei, criei minhas 3 filhas e meus 2 netos aqui. O hospital é superação mesmo. Cada dia que passa a gente vê que o hospital foi crescendo, foi melhorando, foi se profissionalizando e hoje a gente que vê que é uma Instituição muito profissional. A gente não está lá no topo, mas estamos bem próximos do topo”.

Ao deixar um recado para os colegas e para os que estão começando agora Vânia resume a dedicação e sucesso na profissão em uma palavra: amor. “Eu diria para a pessoa trabalhar com amor. Eu acho que o fundamental é a gente ter amor naquilo que a gente faz”.

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