Novos recursos e cortes para colocar contas em ordem

Publicado em 24 set 2018 por Suporte

Folha de pagamento em atraso, médicos e funcionários, além de férias, dívidas com fornecedores e prestadores de serviços, esses são alguns dos desafios a serem enfrentados pela nova direção do Hospital Nossa Senhora das Graças em Sete Lagoas, que tem para receber cerca de R$ 4 milhões do Governo do Estado, uma dívida que já se perdura há meses. A nova direção também terá que negociar os cerca de 20 milhões de dívidas com bancos. Em sua receita, o HNSG arrecada uma média mensal de 5MI com custos que passam da casa de 6MI, e um déficit total mensal de quase R$1milhão. Administrar em equipe, com transparência e envolvimento de toda sociedade, são as principais metas do médico cardiologista Antônio Fernandino de Castro Bahia Neto que acaba de assumir a Direção Geral do hospital. Por outro lado, o setor vive a expectativa do cumprimento de Medida Provisória do Governo Federal, que prevê liberação de recursos através para a saúde.
O médico justifica que aceitou o convite, devido ao compromisso que tem com a cidade e com o hospital que escolheu para desenvolver sua carreira. “Vendo essa crise durante anos, senti que poderia ajudar e tentar fazer diferente pelo nosso hospital”, disse.
O equilíbrio do déficit financeiro, devido subfinanciamento do SUS e ao grande custo operacional, são alguns desafios apontados pelo novo diretor. “Precisamos otimizar os processos, melhorar a questão interna, mas também lutar e buscar por maior financiamento de nossos compradores de serviços, seja ele público ou privado” alerta.
De acordo com ele, toda a recuperação do hospital, ela passa pelos projetos econômicos a partir do equilíbrio entre receita e despesas. “Gastar proporcional ao que arrecadamos e para isto temos projetos específicos para as áreas de relacionamento com os sistemas público, privado e com outras fontes que envolvem a sociedade, as empresas”, diz
Segundo ele, a Unimed é a principal parceira na saúde suplementar do hospital hoje. “Ela já tem fortalecido esta parceria, tem leitos de internações clínicas e cirúrgicas, e precisamos de incrementar cada vez mais com a Unimed que é peça fundamental para a recuperação do hospital”, explicou.
De acordo com Antônio Bahia Neto, além de tabela defasada, o atraso no repasse dos recursos do SUS pelo Estado é o maior responsável pela situação financeira do hospital. “Além de serem sub financiadores dos serviços prestados, estamos há mais de 15 anos sem reajuste na tabela/Sus, enquanto a inflação da área médica é galopante com as novas tecnologias, insumos mais caros. Mesmo no valores defasados, ainda atrasam os repasses pelos serviços como rede cegonha, infarto, casa da gestante.
Dr Antônio Bahia admite que para a boa gestão, os cortes também são necessários para garantir o equilíbrio financeiro do hospital.
Não queremos colocar na conta do SUS ou qualquer comprador de serviço todo nosso desequilíbrio financeiro, temos que ter responsabilidade na gestão que passa por aumentar a receita, mas cabe também por cortar as despesas, tornar o hospital mais eficaz, trabalhar com os recursos que recebemos”, disse
Para os serviços de Oncologia e Hemodiálise, defende ampliação a médio e longo prazo, sendo prioridade no momento garantir que sejam superavitários e prevê também ampliação no futuro dos serviços de alta complexidade nas áreas de Cardiologia, Neurologia e Materno Infantil para o aumento das receitas.
Sobre o resgate da credibilidade do hospital junto á opinião pública, o médico Antônio Bahia informou que já está trabalhando neste sentido com o envolvimento de toda a comunidade. “Queremos total transparência das ações, das contas e qualquer dúvida sobre a questão financeira será totalmente aberta.

Da Redação Portal Sete

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