Novo diretor geral concede entrevista ao jornal Sete Dias

Publicado em 17 set 2018 por Suporte

Antônio Fernandino de Castro Bahia Neto. Esse é o nome do novo diretor Geral do hospital Nossa Senhora das Graças, a mais importante casa de saúde da nossa região, responsável pelo atendimento aos pacientes de 35 municípios.
Médico de carreira, e visto com olhos de esperança tanto pelos funcionários quanto pelo corpo clinico da instituição, o recém-empossado diretor nos conta a motivação para ter aceito a difícil tarefa de gerir o problemático hospital, que há tempos “respira com a ajuda de aparelhos”.

Em uma conversa abrangente, falou sobre a realidade econômica do Nossa Senhora das Graças, o valor real das dívidas, a polêmica do pagamento de altos salários, os salários em atraso, a relação comercial com a Unimed e o que tem para receber dos entes públicos.

Qual é a sua motivação pessoal ao assumir um problema tão grande?
Eu sou nascido aqui no hospital, sou sete-lagoano, minha família, meus pais moram aqui em Sete Lagoas, aqui eu escolhi para o meu filho nascer, no Hospital Nossa Senhora das Graças. Então eu acho que o grande compromisso com a instituição que nos sustenta há tantos anos, que nos sustenta no sentido de nos amparar no momento de dificuldade, é uma forma de retribuição e de compromisso social. Porque realmente é um desafio muito grande sair da zona de conforto para assumir novos problemas. Então tem essa questão de tentar fazer alguma coisa diferente, de uma motivação para que possa dar uma contribuição para Sete Lagoas e para o hospital de uma maneira geral.
Havia uma grande especulação sobre os altos salários da instituição. Existe, já existiu, é real ou já foi?
Na ver

dade, a gente já teve muito mais gastos com a questão gerencial aqui do que existe hoje. Os salários eram salários compatíveis com o que o mercado praticava, mas o mercado de empresas saudáveis, empresas lucrativas. Talvez, pela realidade do hospital, que esses salários fossem salários que não pudessem ser praticados frente à grave crise que a gente enfrentava. Do ponto de vista médico, a gente já teve também determinados setores que nos custaram mais do que custam hoje. A gente, hoje, tem os médicos como grandes parceiros, que estão entendendo a necessidade do hospital, entendendo a nova realidade, a ponto de aceitarem prestar os serviços num custo menor, por entender realmente que cada um tem que dar a sua parcela de contribuição. Não que os salários fossem altos, que não fossem merecidos, nem nada disso, mas os salários têm que ser adequados com que a gente tem para gastar.

TUDO ISSO EM 10 MINUTOS, E NEM UM SEGUNDO A MAIS!
https://youtu.be/ZwuzvQ2Jbj8
fonte: http://www.setedias.com.br/juninho-sinono
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