Neura é Prata da Casa, e quer continuar sendo

Publicado em 1 fev 2017 por Bárbara Araújo

banner intra neura30 anos depois de ter tido sua carteira assinada no HNSG, Neura Geralda Ribeiro de Matos não quer nem pensar em parar de trabalhar. Ela chegou ao hospital em dezembro de 1986, pouco depois de se separar do marido. Com quatro filhos com idades entre 4 e 11 anos, ela precisava trabalhar, e a Farmácia foi seu primeiro posto de trabalho no HNSG.

Dali, seguiu para a recepção do Pronto Socorro, onde ficou até o ano 2000. Acolher sempre foi uma vocação para Neura, que também atuou no atendimento do Ambulatório. “Se faltava um a gente cobria o colega, era um clima muito harmonioso, e um salário ótimo também. Trabalhar aqui era muito disputado”, recorda.

Em 2012, sofrendo os efeitos da Fibromialgia, uma doença que causava muita dor e inchaço pelo corpo, Neura foi impedida de trabalhar. Foram anos afastada de suas funções para se tratar. “Meus filhos já estavam criados, casados, então eu fui morar na roça, fui cuidar de mim”.

Quando retornou, Neura foi designada para a Recepção Central, onde ficou até alguns meses atrás, quando a convidaram para uma difícil tarefa: reorganizar o arquivo. “Eu sou muito organizada e gosto de cada coisa no seu lugar. Por isso me chamaram para essa função e eu dei tão certo aqui também”.

Para Neura, o HNSG é uma casa, uma família. “Meus filhos também falam isso, sabe? Que quem os criou não fui só eu, foi o hospital também. Irmã Lourdes, quando via a gente passando aperto, chamava num cantinho e dava um pacote de biscoitos, frutas. Eu nunca deixei faltar nada para os meus filhos. Deixava de comprar para mim para comprar para eles”, relata.

No dia a dia do HNSG, Neura é conhecida pelo seu engajamento e pela disponibilidade para participar de todas as ações do hospital. Além de fazer parte do Grupo de Humanização, é voluntária em todos os eventos promovidos pela instituição.  “Eu gosto demais de ajudar. Eu adoro o Hospital. Aqui é minha segunda casa. Se eu tenho o que eu tenho, meus filhos são o que são, é graças ao Hospital”.

Ao longo dos últimos 30 anos Neura viu o HNSG superar vários momentos de crise. “Já fomos para a rua pedir alimentos para o Hospital, passamos por dificuldades, mas as coisas dão certo no fim”. Ela afirma que não gosta de ver ninguém falando mal do HNSG. “Se falar mal perto de mim vai ouvir, porque eu defendo mesmo! A situação está difícil no país inteiro. Aqui, o salário não falta. A gente pode contar com ele. Esperar, que ele sai. Tem gente que nem isso tem! Tem empresa mandando 200 funcionários embora de uma só vez. Eu tenho fé que as coisas vão melhorar”, diz.

 

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