Margarida Flor: 35 anos de dedicação ao HNSG

Publicado em 18 jul 2016 por Bárbara Araújo

facebook-margaridaNo dia 11 de maio de 1981 Margarida Flor Silva começava uma nova etapa da sua vida profissional: era admitida como técnica de enfermagem no Hospital Nossa Senhora das Graças. 35 depois, Margarida ainda faz parte do quadro de funcionários do HNSG e será nossa primeira personagem do “Pratas da Casa”, uma série de matérias que terá como foco contar um pouco da história dos funcionários mais antigos do hospital.

Margarida relembra o início da sua trajetória no HNSG e conta que nos primeiros anos encontrou dificuldades, pois naquela época, muitas vezes, os profissionais trabalhavam sem uma estrutura adequada “trabalhávamos sem luvas, seringas de vidro, agulhas nas marmitas e outras coisas que hoje não podem ser usadas”.

Com tanto tempo dedicado à Instituição, Margarida também nos conta que vários momentos de sua vida pessoal foram, de alguma forma, vividos dentro do HNSG: “Quando marquei meu casamento, reuniram o pessoal da copa, cozinha, serviço gerais, quase todos que estavam de plantão, e fizeram um chá de panela surpresa, foi só alegria. No dia do casamento, soltaram até foguetes. Quando engravidei do primeiro filho (Leonardo), os médicos pegavam lanche para mim quase todos os dias, engordei muito e no dia do parto o quarto ficou cheio de gente, a supervisora até falou que estava parecendo festa naquele quarto. Na gravidez da minha segunda filha (Paula), a turma me surpreendeu, marcaram um chá de bebê surpresa, não fiquei sabendo de nada. Fui para a sala de parto às 13h e eles tiveram que entregar os presentes no quarto, quando sai da cirurgia.  Todos os meus aniversários foram lembrados, no de 40 anos foi um dia marcante, pela manhã ganhei um bolo rosa, dado pelos colegas do andar, 12h a clínica médica enviou o segundo bolo, e na hora de ir embora ganhei o terceiro bolo, foi só emoção e alegria.”

As lembranças nem sempre são positivas, mas o que lhe marcou foi a dedicação e atenção dispensadas pelos colegas de trabalho: “Tive meningite e no período das tonturas, mal estar, antes de internar, meus colegas me ajudavam muito,me levantavam quando caía, me carregaram até no colo, fizeram até promessas para que pudesse melhorar. Há uns 3 anos sofri um acidente de carro, senti muita dor, tinha hematomas nas pernas e na região do tronco, novamente choravam junto comigo, rezaram por mim, e assim constatei, que graças a Deus sou querida por muitos.”

A Irmã Lurdes foi uma pessoa que marcou a trajetória de Margarida dentro da Instituição, que conta que ela chegava no hospital antes do sol nascer para não deixar faltar nada para os pacientes. “No Natal nos dava biscoitos de presente e no Ano Novo pedia que fizessem bolo para todos nós, ela tinha consideração por todos os funcionários”, relembra Margarida, que diz sentir muita saudade da Irmã Lurdes.

Margarida faz uma reflexão desses anos de dedicação, vendo choros, sorrisos, agradecimentos, ingratidão e alegrias no HNSG “Colhemos sempre o que plantamos: vale a pena ajudar o outro quando é possível. Aqui encontrei apoio de todas as partes e pessoas que me ajudaram a evoluir e me ensinaram a ser uma pessoa melhor, colegas dos andares, supervisores de enfermagem, funcionários de todos os outros setores. Sou grata por tudo, vai ficar marcado para sempre”.

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