Jany: 30 anos de amor e dedicação ao HNSG

Publicado em 13 jan 2017 por Bárbara Araújo

30 anos se passaram desde que Jany Lopes Ferreira foi admitida no HNSG, mas sua dedicação e amor à profissão
não se perderam com o tempo. Hoje, técnica de enfermagem da Unidade de Internação Adulto do 3.º andar, ela nos conta um pouco da sua história na Instituição, que começou em 22/08/1986 como atendente de enfermagem.

O início ela diz não saber se foi por opção ou se foi a mão de Deus que tocou o seu destino “Muitas pessoas não acreditam em destino, já eu acredito que nada é por acaso, eu não vim parar aqui por acaso”, diz a técnica que já passou por muitos setores do HNSG, mas está há 26 anos na UIA.Cad Facebook

Já familiarizada com a área hospitalar, por acompanhar constantemente a mãe diabética em suas consultas no hospital de onde morava, Jany diz que não se surpreendeu quando entrou para a área de enfermagem: “Quando surgiu uma oportunidade para trabalhar aqui pela minha irmã Maura, que já estava aqui no hospital, não foi surpresa porque eu já gostava e já vivia esse ambiente de hospital”.

Há tanto tempo trabalhando aqui, Jany reforça que acompanhou o crescimento da Instituição “Eu vi o hospital crescendo, vi fazendo o RX, a tomografia e outros setores. Esse crescimento foi em estrutura física e até mesmo de força de trabalho. Quando entrei para ser atendente, pois não havia o técnico, tinham muito poucos auxiliares”.

“O hospital é a minha história, porque nesses 30 anos de trabalho conheci muita gente boa, muitos pacientes, muitos acompanhantes. Eu vi pacientes muito graves que se recuperaram, já encontrei com crianças que cuidei na pediatria. Às vezes eu ando no centro da cidade e sou cumprimentada por pessoas das quais não me lembro mais, mas que dizem se lembrar de mim, falam que fiz uma diferença para elas e me agradecem”, conta Jany, que colhe a todo momento os frutos de seu trabalho bem feito.

Jany também reforça a importância de todos os colegas de trabalho na sua trajetória profissional e o quão importante é o trabalho em equipe: “Meus colegas de trabalho me ajudaram muito e a gente sempre foi uma equipe muito unida, principalmente na neurologia, onde fiquei vários anos. Eu acho que o trabalho de enfermagem é em equipe e não tem como trabalhar e fazer nada sozinha. Graças a Deus, nunca tive brigas ou desavenças com ninguém e todos participaram dessa minha história, todos estiveram comigo. Passei vários aniversários, Natais, Ano Novo aqui e sempre me senti em família, sempre me senti bem porque a gente é unido, tem uma cumplicidade”.

Sobre o difícil momento que a Instituição atravessa, Jany se diz confiante no trabalho dos profissionais que aqui estão: “Diferente do que de outras vezes, a crise hoje não é só no hospital, mas no Brasil todo. A gente sabe que talvez demore mais um pouco para recuperar e é difícil mesmo, mas uma estrutura dessa eu tenho certeza que não vai se abalar tanto a ponto de se pensar em fechar, pois temos muitas pessoas qualificadas trabalhando, a própria diretoria acredito ser qualificada, eles vão saber sair dessa crise”.

Ao falar da enfermagem, Jany diz que para ela é muito mais do que apenas uma profissão: “Para mim a enfermagem é realmente você dar um pouco do que você tem, do que você é para as pessoas. A gente consegue realmente salvar vidas, melhorar pessoas, dar para eles um pouco de paz. A enfermagem ela é muito importante nas horas em que as pessoas estão mais precisando. Às vezes os pacientes estão com medo de morrer, sem esperanças, e muitas vezes a família não está tão presente, então nós somos o apoio para eles, o apoio religioso, espiritual e emocional mesmo. É necessário que a gente sinta essa importância do lado humano da profissão”, finaliza.

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