H1N1: o que você precisa saber sobre o vírus causador da gripe

Publicado em 13 maio 2016 por Bárbara Araújo

O inverno se aproxima e, junto com ele, a época do ano em que as pessoas estão mais susceptíveis à contaminação pelos vírus causadores da gripe. E para passar longe da doença, alguns cuidados são fundamentais.

O meio mais seguro para se proteger da gripe, de acordo com o médico infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Homero Campos Reis, é manter as mãos sempre limpas. “Quanto mais as pessoas fazem adequadamente a higiene das mãos, maiores as chances de prevenir o contágio. Da mesma forma, também é importante não tocar os olhos, boca e nariz com as mãos e, ao tossir ou espirrar, tapar a boca com a dobra do antebraço, e não com as mãos”, adverte o especialista.

A vacina também é um importante aliado na prevenção à gripe. No entanto, na rede pública ela só está disponível para um grupo de pessoas que podem apresentar mais complicações. “A chance de contrair o vírus é igual para todo mundo. No entanto, esse grupo de risco é beneficiado com a vacina devido ao fato possuírem mais chances de complicação como acontece com os idosos, as crianças menores de quatro anos e as pessoas com doenças crônicas como diabetes, asma, HIV ou doenças pulmonares crônicas”, explica Dr. Homero. Na rede particular todos podem se vacinar, mas a grande procura fez com que os estoques se esgotassem rapidamente.

Ainda de acordo com Dr. Homero Reis, não é verdade que, neste ano, o vírus está mais agressivo. “Ele só chegou mais cedo em algumas cidades e estados do país, onde foi preciso adiantar o início das campanhas de vacinação”, afirma. No entanto, ele esclarece que os sintomas da gripe causada pelo H1N1 são mais severos. “O problema está na agressividade dos sintomas respiratórios, na febre alta”, explica o médico, que chama ainda a atenção para a diferença entre os sintomas de um resfriado comum e da Influenza, causada pelo vírus H1N1. “A diferença principal é a presença de febre e de sintomas respiratórios como tosse, dificuldade para respirar, dor de garganta. A gripe também deixa a pessoa prostrada, desanimada, com dores no corpo. Os resfriados têm sintomas mais brandos e não vêm acompanhados de febre”.

O diagnóstico preciso do H1N1, segundo Dr. Homero, só pode ser confirmado a partir de exames laboratoriais. Na rede pública, os resultados podem demorar semanas. Mas isso, para o médico, não altera o curso do tratamento. “O médico vai tratar os sintomas do paciente, independente da confirmação, ou não, do diagnóstico de H1N1. Esse diagnóstico, inclusive, somente tem importância para a questão epidemiológica”, explica. O tratamento é voltado para o combate dos sintomas. Portanto, se o paciente for jovem e saudável, o uso de medicamentos, de acordo com as orientações médicas, é suficiente e a internação não é necessária. “O mais importante, neste momento, é as pessoas se conscientizarem da importância da higienização de mãos para a prevenção da doença”, conclui o infectologista.

 

Prevenção no HSNG

No HNSG, desde o dia 5 de maio, duas campanhas foram lançadas para conscientizar sobre a prevenção de infecções, especialmente, com relação ao vírus H1N1. Em comemoração ao Dia Mundial da Higienização de Mãos, ações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) tiveram o reforço da Patrulha da Alegria para levar informação a diversos setores do Hospital. Pequenos esquetes teatrais, protagonizadas por acadêmicos da IMG_7817Enfermagem, também levaram, com leveza, informações sobre a importância da higienização correta das mãos para evitar a transmissão do vírus. “Fizemos uma encenação bem lúdica, usando purpurina para representar os microrganismos que são lançados ao ambiente toda vez que espirramos ou tossimos. Assim, foi possível às pessoas visualizar como vírus, germes e bactérias podem se espalhar pelo ambiente e como as nossas mãos podem transportá-los de um lugar para outro, de uma pessoa para outra”, explicou a enfermeira do CCIH, Cristiane Campello.
Peças informativas sobre os sintomas e as formas de prevenção contra o H1N1 também estão distribuídas por todo o Hospital. Quem procura atendimento no PA e apresenta sintomas como febre, espirros, tosse, dor de garganta e coriza recebe uma máscara e é aconselhado a permanecer com ela até o fim do atendimento.

O HNSG também aumentou o número de dispensadores de álcool em gel nos corredores organizou uma campanha interna de vacinação para imunizar 700 colaboradores.

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