Especial Outubro Rosa: a prevenção está em suas mãos

Publicado em 6 out 2016 por Bárbara Araújo

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Em Outubro, o mundo inteiro se pinta de cor de rosa para lembrar o mês de conscientização sobre a prevenção ao Câncer de Mama. O movimento, que começou nos Estados Unidos nos anos de 1990, hoje mobiliza milhões de pessoas. Mas afinal, o que é realmente eficaz para prevenir o Câncer de Mama?

De acordo com a médica Dra. Margareth Ferreira dos Santos, obstetra que atua no Hospital Nossa Senhora das Graças, o estilo de vida tem uma forte influência sobre o fato de uma pessoa ter ou não câncer. Para a médica, ter uma boa alimentação e fazer atividades físicas é muito importante. A médica, que também é ginecologista e mastologista, explica que controlar o peso também é fundamental, porque as mais obesas têm mais risco de Câncer de Mama. “E procurar ser feliz. Tristeza dá câncer, raiva dá câncer. Isso foi uma coisa que eu estudei bastante na minha dissertação de mestrado. Há vários estudos que mostram que as pessoas deprimidas têm menos leucócitos, menos células de defesa e a depressão está estatisticamente associada ao câncer”, disse Dra. Margareth. A médica lembra que, todos os dias, o corpo humano produz células cancerígenas. “Isso é comum. O que não é comum, e faz as pessoas adoecerem, é o fato das células de defesa não estarem preparadas para combater essas células cancerígenas”, reiterou.

DETECÇÃO PRECOCE

De acordo com o INCA, Instituto Nacional de Câncer, quanto mais cedo o câncer de mama é detectado, maiores são as chances de um tratamento menos agressivo e menores chances do paciente morrer em função da doença. O mesmo instituto garante que a maioria dos casos de câncer de mama em mulheres (porque a doença também acomete os homens) é descoberta pelas próprias mulheres, durante o autoexame. “Mesmo que no início a mulher fique um pouco insegura, sem saber se a mama está normal, é bom insistir porque, com o tempo, ela vai se acostumar com a mama e, se alguma diferença surgir, ela vai perceber”, aconselha Dra. Margareth. A indicação médica é que as mulheres comecem a fazer o autoexame a partir dos 18 anos de idade, pois isso também vai ajudá-la a conhecer melhor o seu corpo. “As mulheres devem fazer esse autoexame uma vez por mês, uma semana após a menstruação. Pode fazer na hora do banho, que o sabonete vai ajudar a mão a deslizar mais na mama e para ver se tem algum nódulo ou caroço”, completa a médica.

Atualmente, postos de saúde e consultórios médicos dispõem de um modelo didático conhecido como Mamamiga, que permite que a mulher aprenda a diferenciar glândulas saudáveis e alterações que possam ser encontradas nas mamas.

Outra alteração que pode ser facilmente observada, e que serve de alerta para homens e mulheres com relação ao aparecimento do Câncer de Mama é o aparecimento de secreções quando se espreme o mamilo. Esse líquido, que pode ser aquoso ou sanguinolento, indica uma alteração que é um sinal de alerta para que se procure o médico o quanto antes. Alterações na forma da mama também devem ser observadas.

Apesar do corpo chamar a atenção para uma possível presença da doença, a maneira mais eficaz de se detectar o Câncer de Mama ainda é a Mamografia. O exame, segundo Dra. Margareth, deve ser feito pela primeira vez aos 35 anos e repetido a cada dois anos após os 40. Depois dos 50 anos, a indicação é que a Mamografia seja realizada anualmente. “Isso para aquelas mulheres que não possuem histórico de parentes de primeiro grau, ou seja, mãe, filha ou irmã com Câncer de Mama. Quem tem casos da doença na família tem de duas a três vezes mais chance de adquirir a doença ao longo da vida. Para essas pessoas, a gente indica a mamografia anualmente a partir dos 40 anos”, defende.

 

 

 

 

 

 

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