Dia Mundial da Saúde: Diabetes tipo 1 ou tipo 2?

Publicado em 5 abr 2016 por Bárbara Araújo

Hospital Nossa Senhora das Graças abraça a campanha da OMS contra o Diabetes na semana em que se comemora do Dia Mundial da Saúde. Na reportagem de abertura da série, você vai descobrir a diferença entre o diabetes tipos 1 e 2.

 

Você sabia que 6,2% da população adulta brasileira tem diabetes? Esse foi o resultado da Pesquisa Nacional de Saúde, fruto de uma parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde.

Desse total, o estudo apontou que as mulheres representam maioria entre os acometidos pela doença no país. 7% da população feminina do Brasil, ou cerca de 5,4 milhões de mulheres, são diabéticas. Entre os homens os números não são menos assustadrRicardodores. Eles somam 3,6% de diabéticos, o que equivale a 5,4% da população masculina brasileira.

A pesquisa indicou ainda qual é a faixa etária dos brasileiros acometidos pelo diabetes. 0,6% estão entre a faixa de 18 e 29 anos; 5% entre 30 e 59 anos; 14,5% entre 60 e 64 anos e 19,9% entre 65 e 74 anos. 19,6% dos diabéticos têm mais de 75 anos de idade.

Doença crônica e, muitas vezes, silenciosa

De acordo com o médico Ricardo Fortes, residente de Clínica Médica no Hospital Nossa Senhora das Graças, existem dois tipos diferentes de diabetes. “O primeiro, chamado de tipo 1, faz com que o doente fique dependente do uso de insulina. A insulina é hormônio produzido pelo pâncreas de um indivíduo saudável. No diabético, o órgão não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo”, explica. Esse tipo de diabetes acomete, principalmente, crianças, adolescentes e adultos jovens e pode ocorrer independente de fatores como alimentação, sedentarismo e obesidade. Os principais sinais da doença são aumento do apetite, aumento da frequência urinária, sede excessiva e emagrecimento súbito.

O papel da insulina no organismo, ainda segundo Dr. Ricardo, é “abrir a porta da célula para o açúcar entrar”. Esse açúcar funciona como um combustível para dar energia à célula. “Se ele fica no sangue é capaz de causar danos às veias e artérias, e isso ocasiona em uma série de problemas para o paciente como insuficiência renal, perda da visão e até derrames cerebrais”, diz Dr. Ricardo Fortes.

Em pacientes com o outro tipo de diabetes, chamado de tipo 2, o pâncreas até consegue produzir insulina, mas ela não é suficiente para dar conta de todo o açúcar que está na corrente sanguínea. “O diabetes tipo 2 é decorrente, na grande maioria dos casos, dos hábitos de vida do paciente como má alimentação, sedentarismo e obesidade. Portanto, mesmo com o fator hereditário presente, é possível evitar o aparecimento do diabetes tipo 2 mudando o estilo de vida”, adverte o médico. E como, no Brasil, 90% dos diabéticos são desse tipo, o número de pessoas com a doença poderia ser consideravelmente menor se elas cuidassem melhor da saúde e da alimentação.

Dr. Ricardo explica que, ao contrário do diabético tipo 1, quem tem o tipo 2 da doença não necessariamente vai precisar de insulina para controlar o doença. “Esse controle é feito por meio de medicamentos e mudanças no estilo de vida. E apesar de a doença não ser curável, é perfeitamente possível controlá-la”, conta.

 

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