A “Prata da casa” dessa edição é a enfermeira Myrian França

Publicado em 28 set 2016 por Bárbara Araújo

A “Pratafacebook-myrian da Casa” desta edição é Myrian França Abreu, enfermeira auditora do HNSG. Contratada desde o dia 10/08/1981, Myrian atua no setor de auditoria interna há 3 anos. Com uma vasta experiência no setor assistencial da Instituição, ela nos conta um pouquinho de como foi seu início na carreira e de como foi sua trajetória no HNSG: “Como sou enfermeira de formação, já comecei aqui na Instituição na área de enfermagem. Naquela época o hospital era bem menor do que é hoje, eu era a única enfermeira, então coordenava essa parte assistencial e fazia de tudo, fiquei 5 anos assumindo todo o hospital. Depois participei da implantação da UTI Adulto e fui para lá ser coordenadora, onde fiquei 28 anos. Lá também fiquei um tempinho sozinha, mas depois, graças a Deus, vieram outros colaboradores para me auxiliar”.

Depois de 28 anos de trabalho na UTI Adulto, Myrian decidiu que estava na hora de mudar e encarar novos desafios: “Na medida em que fui envelhecendo, vi que já estava na hora passar o bastão para outra pessoa e servir o hospital de outra forma. Essa transição não foi muito difícil porque eu vinha trabalhando isso internamente, confesso que até achei que seria pior”, diz.

Ela também conta como foi a escolha da nova área: “Onde eu pensei que poderia ajudar de uma forma melhor, com a minha experiência, foi na auditoria e coincidiu de ter uma vaga lá então eu fui e estou gostando muito. É bem diferente, mas é outra forma de trabalhar a enfermagem, então está muito bom”.

Myrian também comenta a relação com os pacientes: “Todos os pacientes fazem uma história junto com a gente, mas cada um te marca de uma forma diferente, tem sempre uma coisa a acrescentar na sua vida. Não tem jeito da gente não se envolver com eles, o que não podemos é deixar o sofrimento deles nos fazer sofrer também, porque senão não conseguimos trabalhar com eles, principalmente na UTI”.

Como mãe, Myrian fala de como se sensibilizava ao receber na UTI pacientes vindas da maternidade: “O que mexia muito comigo era quando recebíamos na UTI pacientes que vinham da maternidade, que deixavam o filho lá para ir para a UTI. Dentre muitas mudanças que implantamos na UTI, uma foi de abrir espaço para essas mães amamentarem lá e, se elas não tinham doença infectocontagiosa nenhuma, a gente montava o quartinho para o bebê ficar perto da mãe, aí ficava todo mundo junto, a mãe, a avó e o bebê. E isso de não separar mãe e filho nesse momento é muito legal e me marcava muito”.

Assim como outras personagens do “Pratas da Casa”, Myrian também começou a trabalhar no HNSG solteira, depois casou e teve seus dois filhos aqui na maternidade. Por ter essa história com o hospital, ela considera que tem aqui outra família: “O hospital representa para mim outra família, do mesmo jeito que é a família em casa, com seus desentendimentos e entendimentos e a gente acaba tendo um amor incondicional pelo local que a gente trabalha”.

Para Myrian, as pessoas são peças chave para a superação da fase difícil em que a Instituição se encontra: “Eu já vi o hospital em situações muito piores do que essa e ele se levantou e seguiu em frente. Essa fase vai passar, só que depende muito da dedicação da gente que está aqui. Mas se todo mundo se doar, se dedicar, tiver disciplina, vamos tirar o hospital dessa situação do mesmo jeito que ele já foi tirado outras vezes. É uma fase que eu acredito mesmo que vai passar e espero que seja rápido”.

A lição que Myrian deixa a todos é: “A primeira coisa que a gente tem que fazer é gostar daquilo que faz, se você não gostar, você não consegue fazer um trabalho bem feito. Tem que amar mesmo o que a gente escolheu e está fazendo. Faça amando o que está fazendo, dedique, cuide, procure ver nas pessoas as qualidades que elas tem e trabalhar essas qualidades um com o outro. Se você conseguir trabalhar as qualidades das pessoas, os defeitos diminuem e você constrói coisas melhores. Não devemos trabalhar procurando ser o melhor profissional da Instituição, mas sim dando o melhor que temos para trabalhar bem”.

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