O que você precisa saber sobre a hipertensão

Publicado em 26 abr 2016 por Bárbara Araújo

Hipertens

No dia 26 de abril é celebrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hipertensão Arterial, uma doença que atinge, no Brasil, 17 milhões de pessoas.

De acordo com o médico cardiologista Dr. Antônio Fernandino de Castro Bahia Neto, coordenador do CTI do Hospital Nossa Senhora das Graças e proprietário da Angiosete, algo em torno de 90% dos hipertensos têm uma predisposição genética para a doença. No entanto, explica, o fato de existir essa predisposição não é uma sentença de que aquela pessoa vai se tornar um hipertenso um dia. Isso acontece porque, ainda segundo Dr. Antônio Bahia, hábitos de vida saudáveis podem retardar ou até evitar o aparecimento da doença. “Restringir a ingestão de sódio e praticar, regularmente, atividades físicas aeróbicas pode contribuir para níveis menores de hipertensão até mesmo naquelas pessoas que têm predisposição genética para a doença”, afirma o médico que lembra, ainda, que mesmo sem o fator hereditário, a hipertensão pode acometer indivíduos que não mantém hábitos saudáveis de vida.

A doença pode aparecer também a partir de causas secundárias, como tumores que excretam adrenalina ou em pacientes com obstruções nas artérias renais, por exemplo. O tabagismo, segundo o médico, também é um fator que contribui para o aparecimento da doença.

Como detectar a hipertensão

HipertensaogdUm dos maiores riscos da hipertensão, segundo o coordenador do CTI do Hospital Nossa Senhora das Graças é o fato de se tratar de uma doença silenciosa e assintomática. “Existe um estigma de que a hipertensão causa dor de cabeça e de fato muitos pacientes conseguem diagnosticar a doença a partir desse sintoma. No entanto, a maioria das pessoas fica mesmo sem saber. Afinal, quantas vezes por ano elas monitoram a pressão arterial”, questiona Dr. Antônio Bahia.

Para ser diagnosticada como hipertensão, a pressão diastólica precisa estar acima dos 140mm/hg e a sistólica, acima de 90. “Se a pressão está em 13×8,5 já consideramos um estágio pré-hipertenso”, elucida.

Mas o médico explica ainda que, ao longo do dia, a pressão arterial pode sofrer variações e, inclusive, ultrapassar o nível considerado como parâmetro para a hipertensão. Por isso, ele adverte que para ser ter um diagnóstico da doença, não basta apenas o registro de um episódio de pressão alta. “Se a pessoa passa por uma situação de stress, como um assalto por exemplo, pode olhar que a pressão vai estar acima dos 14×9. Mas isso não quer dizer que ela seja hipertensa. Para dar o diagnóstico é preciso que, em dois momentos distintos da mesma consulta, a pressão esteja acima desse nível. O exame ainda deve ser repetido em outro dia para confirmar”, esclarece.

Riscos

O grande perigo para o hipertenso, segundo o cardiologista, é a pressão alta mal controlada a longo prazo. “A hipertensão crônica é muito mais deletéria do que picos isolados de pressão alta em um ou outro momento. É claro que existem situações muito específicas de hipertensão associados a emergências, como no caso de um paciente hipertenso estar tendo um AVC, um infarto ou uma hemorragia ocular naquele momento”, diz o médico, que adverte que a pressão alta, acima de 14×9 em longo prazo pode causar lesões internas em vários órgãos, o que significa que ela não é prejudicial somente a nível vascular. “Essa condição está associada a altos índices de mortalidade e de incapacidade”, afirma Dr. Antônio que contabiliza, entre seus pacientes que foram submetidos a procedimentos que cateterismo, o dobro do número de hipertenso se comparados aos casos de diabéticos. Por isso, ele reafirma: “Adotar hábitos de vida saudáveis é a única maneira de prevenir o aparecimento da hipertensão”.

 

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