37 anos de dedicação e história no HNSG

Publicado em 14 mar 2017 por Bárbara Araújo

herlengdHerlen Ribeiro de Souza Costa é a personagem desta edição do Pratas da Casa. Há 37 anos ela faz parte do dia a dia do HNSG e, nesse tempo, viu muitas transformações acontecerem no hospital.

Quando chegou, em 1979, para trabalhar como recepcionista da maternidade, ela já era casada e tinha um filho. A filha nasceu quando ela já estava aqui e, relembra, que aquele foi um dia de festa. “Quando eu dei entrada na maternidade foi uma festa. Eu fui muito paparicada no nascimento da minha filha. Todo mundo queria pegar, bajular ela”. Hoje, o filho de Herlen já é avô e o parto das duas netas e do bisneto, que também aconteceu no local onde a vovó coruja trabalha, foram, entre os milhares que ela já assistiu em todos esses anos, os mais emocionantes. “Eu lembro muito bem do nascimento das minhas netas e do meu bisnetinho. Fiquei lá dentro, assistindo de longe, porque era emocionante demais. Ainda bem que eu não estava de plantão”.

De recepcionista a auxiliar de enfermagem, Herlen esteve em alguns outros setores do hospital, mas sempre foi na Maternidade que ela gostou mesmo de trabalhar. “Até passei pela Pediatria, pelo CME, mas eu prefiro ficar aqui. Eu sou muito brincalhona. Abraço os médicos, as enfermeiras, meus colegas todos. Com tanto tempo de casa a gente vira uma família”, garante.

Entre tantas vidas que viu chegar, Herlen destaca uma, que lhe marcou. “Na hora do parto o bebê não estava em uma posição adequada. Estava virado e eu nunca tinha visto aquilo. Foi uma tensão, uma comoção na sala de parto. Todo mundo começou a rezar e o médico conseguiu reverter com segurança e muita habilidade. A mãe também ajudou e deu tudo certo. Esse parto eu não vou esquecer, porque todo mundo se mobilizou para rezar. Aqui a gente reza mesmo”, desabafa. Nem sempre, no entanto, as coisas dão certo assim. Herlen conta que ver uma mãe perder um filho quando deveria estar ganhando um, não é nada fácil. Mas com o tempo, ela aprendeu a deixar a tristeza para trás e não levar esse sentimento para casa. “Todo parto me emociona. É uma vida começando e não tem como ser indiferente”, diz.

Quando chegou ao HNSG, quem cuidava da Maternidade eram as irmãs de caridade. “Eu sou do tempo de Irmã Rosa, de Irmã Lourdes. Elas tinham muito pulso, sabe? Sabiam de tudo e controlavam tudo o que acontecia aqui dentro. Não passava nada! Mas hoje a gente tem mais estrutura, mais segurança para a gente que está trabalhando e para os pacientes também”, compara. Por isso, por já ter visto tantas mudanças acontecendo, é que Herlen tem tanta esperança de que novos e melhores tempos vão chegar para o HNSG. “Já vi esse hospital atravessar tantas crises que tenho muita esperança de que ele vai vencer essa também. Quando cheguei aqui eram apenas dois andares, e veja o quanto o hospital cresceu! Sete Lagoas precisa e merece isso”, conclui, esperançosa.

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